uma das minhas coisas preferidas de wisteria lane são as inúmeras quadras de tênis gratuitas. tem as dos parques, que são meio zoadas de vez em quando, porém ~jogáveis~. tem as dos colégios públicos, onde qualquer um pode jogar desde que não seja em horário de aula (bem melhores). e tem as do mestrado (top top top uh!), mas onde estacionar em dia de semana é um sofrimento. a parte ruim? tudo isso só funfa nos 3, com sorte 4, meses de quentinho que temos aqui. são 3-4 meses de vida saudável. se bem que o encosto fitness bateu inverno passado e eu até saía pra correr na friaca umas duas vezes por semana.
com a quadra sendo grátis, a coisa fica fácil. uma raquete meia-boca custa uns 30 dólares na Target. nada que federer usaria, mas definitivamente uma raquete ~jogável~. e aí é achar alguém que manje dos paranauê e tenha paciência pra te ensinar de graça. ou pegar uma aula de vez em quando (opção que o meu nível de dureza não permite). uma aula particular em quadra pública sai a uns 40-50 dólares/ hora. caro, mas não impossível. para comparar: um clube tênis sai a, no mínimo, 1000 dólares por ano pra aulas em grupo.
a evolução de quem faz a opção baratex (arrumar uma alma caridosa que queira te ensinar só pela diversão) é mais lenta, mas não impossível. considerando que eu só posso jogar 3 meses por ano, até que não demorou tanto pra conseguir fazer o básico. se for um dia inspirado, até rolam umas jogadas bonitas (na maioria da vezes acidentais he he).
depois disso é só recorrer ao amigo google pra entender alguns detalhes técnicos: diferentes strings, tensão, qual a melhor raquete pro seu tipo de swing. coisas assim. ah! e ir ao u.s. open nosso de cada ano. momento aguardadíssimo por essa que vos fala.
diários (?) de uma brasileira que veio parar em nova york... só que não exatamente.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
senta que lá vem
isso de manter blog é difícil. taí esse meu hiato de anos que não me deixa mentir :) não que me falte assunto. volta e meia me acontece alguma peculiaridade que merece ser compartilhada com o mundo. geralmente sobre:
1- o trem. não há glamour algum em ser dura e morar na wisteria lane de pobre de ny.
2- o frio. também não há glamour em ter sua casa soterrada pela neve as seis da manhã e ter que desenterrar o seu carro antes de ir trabalhar.
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| eu no inverno |
3 - o mestrado. aliás, ele veio e foi e eu não fiz um post sequer reclamando muito no twitter. #comoassim?
4 - as bibliotecas. é realmente possível achar qualquer coisa nas bibliotecas americanas. até aqui na wisteria lane de pobre.
isso pra não ser polêmica, ou eu faria um post sobre o debate dos republicanos de ontem. ou sobre o preconceito passivo-agressivo nosso de cada dia. enfim, vou tentar anotar todas as milhares de ideias de post que eu tenho no trajeto eterno wisteria lane - manhattan - wisteria lane e, de fato, postá-las :)
será que agora funfa? orai e vigiai!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
i'm back, bitches!
resolução de ano novo dá um azar do caramba, então resolvi voltar a dar vida a esta bagaça só agora. e mesmo assim foi só por motivos de: estou com saudades e não tenho grana pra pagar a terapia. ou: moro no fim do mundo e não tenho com quem conversar. ou ainda: não há lugar como o nosso lar. mas não farei a tia amargurada e chorarei minhas pitangas sobre todas as minhas desilusões novaiorquinas. como diria o poeta do boteco: a grama do vizinho sempre é mais verde. isso tanto vale pro que eu pensava de cá quando estava em terra brasilis e o que eu agora penso de terra brasilis estando cá. do alto da minha quase balzaquianice e alguns anos de análise eu sei perfeitamente que minhas lembranças do brasil são idealizadas ao extremo. mas que há coisas que a gente só aprende a valorizar quando está longe, isso há!
exemplos:
1 - cerveja de boteco sujo no copinho de mocotó + feijão amigo
ok, taí uma coisa que eu sempre valorizei na vida. nada, meus amigos, NADA substitui um pé sujo carioca, daqueles bem muquifo, só com uma portinha e mesas de plástico ilegais pela calçada. sou de uma frescurice sem fim com higiene, mas boteco bom é boteco mulambo com futebol em tv velha. aqui não pode beber na rua, o que já corta 75% da graça. aqui não existe aquele cervejinha rápida descompromissada depois de um dia daqueles. aqui, eu chego em casa, ouço maria callas e abro um vinho. um sofrimento classudo, mas chato ao extremo. e aqui não tem futebol :-/
2 - sol 365 dias por ano
não que eu sinta falta do calor desumano de um 457 lotado rumo a praia de ipanema - ou pior, rumo ao trabalho. mas se o rio fosse uns bons 10 graus mais fresquinho, teria o melhor clima do mundo! é muito sofrido ter uma praia quase na porta de casa e só poder usar 3 meses por ano. tô contando os dias pro verão voltar e virar gatchenha (metida a) surfista em todos os meus finais de semana/feriados (que são raríssimos). passar 15 dias ininterruptos de dias nublados é pra deprimir qualquer ser humano. por mais que você ache o frio algo charmoso.
3- buzão
que fique claro: o transporte público do rio é uma bela bosta. eu posso até estar nostálgica, mas há limites! jamais acharia aquilo lá uma maravilha. mas pense um lugar em que você precise dirigir pra tudo? que nem calçada tem nas ruas? e aí você junta com uma pessoa que ama dirigir - só que não. desastre! perde-se um tempo imenso com isso de carro quando não se é o carona. o buzão era o meu lugar sagrado pra ler, colocar meus estudos em dia, fuxicar a internet e dormir. ou seja, o engarrafamento acabava até sendo algo produtivo. agora eu só fico engarrafada, mas sem a "parte boa". não dá!
4 - matte com limão
se um dia eu descobrir onde comprar isso aqui, nego vai poder me extorquir a vontade. e se vier no galãozão de praia, com aquela água igualmente duvidosa... hmmm! matte, assim como cerveja gelada, não combina com higiene.
5 - samba
não tenho vergonha nenhuma de assumir que curto a tríade máxima da alienação brasileirazzzzz: samba, cerveja e futebol. me julguem!
uma coisa que eu amo muito aqui (pra não parecer que eu sou uma mal-humorada): livros são baratíssimos! quando a saudade aperta muito, eu me perco em um. mesmo assim pedi pra mamãe me trazer os da paula pimenta porque a) tava com saudade de ler em português; b) tava com saudade do meu emprego brasileiro. tô surpreendentemente devorando todos eles e adorando discordar do ideal dela de romantismo. o tal do leo me irrita num grau absurdo, mas eu não consigo parar de ler e torcer pra fani dar um pé na bunda dele e pegar o christian - o que, é claro, duvido que aconteça. sim, voltei a ter 12 anos e tô torcendo pra casal de chicklit. e tô amando muito tudo isso!
terça-feira, 22 de maio de 2012
novaiorquizar a vida coração
no momento que você chega quase atrasada na penn station, sai atropelando pessoas pelas calçadas de manhattan, sobe escada rolante como escada normal e quase tem um treco quando um turista perdido demora mais que 10 segundos pra comprar um bilhete de trem/metrô é que você percebe que cruzou a ponte do turista pro residente. e de repente os turistas viram criaturas abomináveis e odiáveis que atrapalham o seu caminho com suas câmeras nikkon e suas sacolas da abercrombie & fitch, seus olhares bestas pras luzes da times square e as aglomerações intermináveis em torno de um cowboy peladão que impedem o trânsito normal de pessoas. de repente você nem acha mais o cowboy peladão super engraçado e nonsense. acabou o amor. você foi sugado pela internacionalmente conhecida simpatia (NOT!) novaiorquina.
eu, que reclamei tanto da frieza da cidade, e até vim morar aqui pras bandas do trem um pouco por causa disso (e dos aluguéis sem noção), agora super entendo a cara de putaquepariu constante dos novaiorquinos. inclusive, é só eu descer do trem pro semblante putaquepariu se apoderar de mim. é realmente irritante passar mais tempo engarrafada a pé do que de carro. e aí você tem horário, ou quer fazer xixi, ou tá com fome, ou simplesmente acordou sociopata e vem aquela muralha de gente aleatória atravancando as calçadas. e o povo não se mexe nem por um kct. e você lá quase saindo dando bolsada em todo mundo pra avançar meros 10 metros. é algo nível av. presidente vargas às cinco da tarde, só que com pessoas.
taí um lugar que inspira a bipolaridade: ou se vive na solidão eterna de dirigir até pra comprar presunto ou se cai no tapa pra atravessar a rua. meio-termo? não trabalhamos! mas saudade da presidente vargas às cinco da tarde eu não tenho mesmo! nem com todos os turistas do mundo no verão de nova york. nem levando 20 minutos de carro pra comprar pão. nessa você perdeu, brasil.
eu, que reclamei tanto da frieza da cidade, e até vim morar aqui pras bandas do trem um pouco por causa disso (e dos aluguéis sem noção), agora super entendo a cara de putaquepariu constante dos novaiorquinos. inclusive, é só eu descer do trem pro semblante putaquepariu se apoderar de mim. é realmente irritante passar mais tempo engarrafada a pé do que de carro. e aí você tem horário, ou quer fazer xixi, ou tá com fome, ou simplesmente acordou sociopata e vem aquela muralha de gente aleatória atravancando as calçadas. e o povo não se mexe nem por um kct. e você lá quase saindo dando bolsada em todo mundo pra avançar meros 10 metros. é algo nível av. presidente vargas às cinco da tarde, só que com pessoas.
taí um lugar que inspira a bipolaridade: ou se vive na solidão eterna de dirigir até pra comprar presunto ou se cai no tapa pra atravessar a rua. meio-termo? não trabalhamos! mas saudade da presidente vargas às cinco da tarde eu não tenho mesmo! nem com todos os turistas do mundo no verão de nova york. nem levando 20 minutos de carro pra comprar pão. nessa você perdeu, brasil.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
ok... vc venceu! batata doce!
a vida dura de quem descobre ao meio-dia que não tem almoço e, opa!, um mero mcdonald's, 7eleven, starbucks que seja, fica a uns 15 minutos DE CARRO. sim, porque até chegar ao mercado, fazer compras, voltar e cozinhar, eu já morri de inanição.
essa é pra vocês que olham aquelas casinhas de filme da sessão da tarde e acham lindas, né? durmam com esse barulho: tô me alimentando de chips de batata doce até o marido chegar e me resgatar. dá até uma saudade de leve dos ônibus do rio de janeiro e o poder de locomoção que eles me proporcionavam.
só agepê sabe como eu me sinto...
essa é pra vocês que olham aquelas casinhas de filme da sessão da tarde e acham lindas, né? durmam com esse barulho: tô me alimentando de chips de batata doce até o marido chegar e me resgatar. dá até uma saudade de leve dos ônibus do rio de janeiro e o poder de locomoção que eles me proporcionavam.
só agepê sabe como eu me sinto...
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